Setembro Amarelo: cuidar começa com um olhar atento

No dia 24 de setembro, colaboradores da Missão Sal da Terra participaram, presencialmente e on-line, de um momento de informação, reflexão, escuta e acolhimento em alusão ao Setembro Amarelo. Com o tema “Cuidar começa com um olhar atento: escuta, acolhimento e caminhos para buscar ajuda”, o encontro reforçou a importância de falar sobre saúde mental com responsabilidade, empatia e abertura para o diálogo.
Realizado no Auditório Karaíba,e com transmissão ao vivo pelo YouTube, o encontro trouxe reflexões sobre a importância de reconhecer sinais de sofrimento, oferecer acolhimento e conhecer os caminhos disponíveis para buscar ajuda. A programação também abordou o papel das lideranças na construção de ambientes mais atentos às necessidades de saúde mental das equipes.

Para a psicóloga organizacional Gisella Garcia, uma das organizadoras do evento, o cuidado começa justamente pela disposição em perceber o outro e criar espaço para que ele possa falar. “Nem sempre vamos saber exatamente o que o outro está vivendo, mas podemos estar atentos, disponíveis para escutar e acolher sem julgamentos. Às vezes, uma conversa, um olhar cuidadoso ou a disposição para ouvir pode ser o primeiro passo para que uma pessoa perceba que não está sozinha e encontre caminhos para buscar ajuda.”

Durante o encontro, a Gerente de Gestão de Pessoas, Lorrainne Cunha, também falou sobre o papel do cuidado no ambiente de trabalho e reforçou que essa atitude começa com um olhar atento para as pessoas, suas necessidades e os sinais que podem indicar que algo não vai bem.

Abrindo a programação de palestras, o psicólogo clínico e mestre em Saúde Mental Ricardo Augusto conduziu a reflexão sobre “Saúde mental e suicídio”. A partir de sua experiência na área, o profissional trouxe informações e reflexões sobre o sofrimento psíquico, a importância de reconhecer sinais de alerta e a necessidade de ampliar os espaços de diálogo sobre saúde mental. A palestra reforçou que falar sobre o tema de maneira responsável pode contribuir para que mais pessoas reconheçam a necessidade de apoio e busquem ajuda.
Na sequência, Terezinha Maximo, presidente da Associação Brasileira de Apoio aos Sobreviventes Enlutados por Suicídio (ABRASES), abordou o tema “Acolhimento, apoio e posvenção ao suicídio”. Sua fala ampliou a discussão para os cuidados necessários diante de uma tentativa de suicídio ou após uma perda por suicídio, destacando os impactos dessas experiências sobre familiares, amigos, colegas e demais pessoas próximas. O momento reforçou a importância de uma rede de apoio preparada para acolher, orientar e acompanhar quem vivencia situações de sofrimento.

Mais do que trazer informação, o encontro reforçou a importância de construir, no dia a dia, relações baseadas em escuta, respeito e acolhimento. Afinal, nem sempre conseguimos perceber quando alguém está sofrendo, mas podemos escolher estar mais atentos, conversar e oferecer apoio.
Cuidar da saúde mental também é cuidar da vida. E esse cuidado começa com um olhar atento, com disposição para ouvir e com a coragem de buscar ajuda quando necessário.
Falar sobre saúde mental salva vidas. Cuide de você. Cuide de quem está ao seu lado.




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