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Missão Sal da Terra promove conscientização e cuidado para crianças com Transtorno do Espectro Autista 


 

O mês de conscientização sobre o Autismo, celebrado em abril, é uma ótima oportunidade para destacar a importância da compreensão e inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em nossas comunidades. Nesse contexto, a Missão Sal da Terra destaca-se como uma instituição comprometida com o apoio e tratamento de crianças com TEA, por meio de seus projetos no Campus Municipal de Atendimento à Pessoa com Deficiência (CMAPCD), Centro de Referência ao Tratamento do Espectro Autista (CRTEA) e Centro Especializado em Reabilitação (CER).

 

A Prefeitura de Uberlândia e a Missão Sal da Terra unem esforços para oferecer cuidado e tratamento especializado para crianças com TEA, por meio do Campus, um local dedicado ao cuidado e reabilitação de crianças, adolescentes e adultos com deficiências, incluindo aquelas com suspeita ou diagnóstico de TEA. Com uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de enfermagem, educação física, fonoaudiologia, psicologia, entre outros, o Campus oferece uma gama completa de intervenções para promover o desenvolvimento e o bem-estar desses pacientes.

 

Segundo Danielle Arantes, coordenadora do Campus, o processo para ingressar no local é acessível e orientado para atender às necessidades específicas de cada criança. “As famílias devem procurar a unidade básica de saúde de referência, onde será realizada uma avaliação clínico-funcional. Com base nessa avaliação, a criança pode ser encaminhada para o Campus, onde receberá o atendimento e o cuidado necessários”, salienta Danielle. Atualmente, o serviço atende um total de 232 crianças, com idades entre 3 e 14 anos e 11 meses. O programa oferecido inclui uma variedade de intervenções, como educação física, fonoaudiologia, musicoterapia, entre outras. A frequência de tratamento varia de acordo com o plano de cuidados de cada criança, mas geralmente é de 1 a 2 vezes por semana.

 

Importância da família

 

Além das intervenções terapêuticas, o papel da família no tratamento é fundamental. Como destaca Danielle, "a família é a primeira linha de apoio para as Pessoas com Deficiência (PcD). Por isso, o Campus oferece espaço de acolhimento para os pais e familiares, que podem acompanhar de perto o progresso e desenvolvimento de seus filhos”, destaca.

 

Para a pedagoga Mayara Franco da Silva Sassioto, mãe do paciente João Arthur, desde que começou a frequentar o Campus em outubro de 2022, houve uma transformação notável no desenvolvimento e bem-estar do filho. “O Campus não é apenas um lugar de terapias, mas um ambiente que proporciona uma conexão única com a natureza, além de contar com uma equipe de profissionais excepcionais. Como somos apenas eu e meu esposo para organizar a rotina de terapias do João, encontrar esse apoio foi fundamental”, detalha.

 

Atualmente, a criança está recebendo equoterapia, que, segundo Nayara, tem sido incrivelmente eficaz para ajudá-lo a lidar com a ansiedade e frustração diante do novo. Além disso, ele recebe atendimento com a professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que utiliza métodos lúdicos para alfabetizá-lo. “Essas atividades não só têm sido benéficas para o João, mas também uma fonte de alegria para ele. Estamos imensamente gratos pela dedicação e cuidado que recebemos no Campus. Ver o progresso e a felicidade do João é realmente recompensador e nos dá ainda mais motivação para continuar nesse caminho de cuidado e desenvolvimento”, diz a pedagoga.

 

Atendimento Educacional Especializado

 

Um dos diferenciais do Campus é seu foco na educação, já que a unidade de saúde tem a parceria da Secretária de Educação também. O projeto atua em contraturno escolar, oferecendo apoio aos professores no manejo dos alunos, por meio de capacitações e visitas institucionais. A atuação do Campus vai ao encontro das diretrizes adotadas pela Missão Sal da Terra na área de inclusão escolar. Segundo a diretora de educação, Noemi Mendes, a abordagem educacional é guiada pelo compromisso com a inclusão e o desenvolvimento de cada estudante.

 

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é parte integrante desse compromisso, proporcionando um ambiente de aprendizagem adaptado e acessível para todos os alunos. “Para os estudantes com autismo, nossa abordagem pedagógica específica considera as necessidades de acomodação sensorial, visando otimizar seu desempenho acadêmico e facilitar sua integração com os colegas. Acreditamos que cada criança tem o direito à aprendizagem e trabalhamos incansavelmente para garantir que esse direito seja respeitado e promovido em nossa instituição”, explica a diretora.

 

Atendimento no CRTEA

 

O CRTEA, pioneiro em Minas Gerais como um centro de referência via SUS, tem como missão oferecer um acompanhamento especializado e integrado para crianças e adolescentes com TEA e suas famílias. Baseando-se na Análise Aplicada do Comportamento (ABA), o centro proporciona um ambiente acolhedor e terapêutico, onde as crianças recebem atendimento individualizado para promover seu desenvolvimento e qualidade de vida.

 

O fluxo para ingressar no CRTEA é iniciado com uma consulta pediátrica na APS, onde é aplicado o instrumento de rastreio M-CHAT/FADI. Caso identificado um risco médio, alto ou muito alto, a criança é encaminhada para avaliação global com a equipe multiprofissional do CRTEA. Atualmente, o centro atende 220 pacientes semanalmente, oferecendo consultas com neuropediatra ou psiquiatra, além de terapias especializadas em ABA.

 

Tratamento compartilhado

 

Segundo Alexandra da Rocha Sardella, gerente do CRTEA, a família desempenha um papel crucial no tratamento. "A família é corresponsável pelo tratamento", afirma Alexandra. Dentro da abordagem da ABA, as crianças são estimuladas em ambientes naturais, e os pais recebem treinamento para aplicar os programas ABA em casa, promovendo a continuidade do tratamento e o desenvolvimento das habilidades da criança.

 

Além disso, o CRTEA está preparado para atender à demanda em Uberlândia, com uma equipe de profissionais capacitados em ABA e supervisão do Instituto Voar de São José do Rio Preto/SP e Ribeirão Preto/SP. Os profissionais participam de discussões de caso com a equipe multidisciplinar semanalmente, garantindo um atendimento de qualidade e adequado às necessidades das crianças com TEA e suas famílias.

 

Reabilitação multidisciplinar para todas as idades 

 

Outra iniciativa que também faz o atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista é o Centro Especializado em Reabilitação (CER), uma referência em atendimento ambulatorial especializado para pessoas com deficiência, oferecendo avaliação, diagnóstico e tratamento nas reabilitações física, visual e intelectual. De acordo com Ludimila de Souza Martins, coordenadora do CER, são atendidos em média  570 usuários por mês desde crianças a adultos, com uma variedade de condições de saúde que demandam por habilitação e reabilitação. Todo fluxo de entrada é regulado pela Junta Reguladora da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência a partir dos protocolos vigentes na Atenção Primária.

 

O CER conta com uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e fonoaudiólogos que avaliam os usuários acerca de suas demandas e queixas. A partir dessa avaliação é construído um Projeto Terapêutico Singular (PTS) para cada usuário, visando alcançar objetivos terapêuticos para melhoria da autonomia, independência e qualidade de vida dos usuários e seus familiares”, explica Ludimila.

 

Autismo em Uberlândia

 

Neste mês de conscientização sobre o Autismo, a Missão Sal da Terra reafirma seu compromisso em promover a inclusão e o cuidado com as crianças com TEA em Uberlândia. Com uma abordagem centrada na criança e na família, a instituição continua a ser uma fonte de apoio e esperança para todas as famílias que enfrentam os desafios do autismo.

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